Pu-la ou pus-la: qual é a diferença?
Resposta direta: “Pus-la” está correta na norma-padrão. Ela vem de “pus” + “a” em ênclise. “Pu-la” não existe na conjugação do verbo “pôr”.
| Forma | Uso | Exemplo |
|---|---|---|
| pus-laCorreta | Forma normativa e gramaticalmente correta. É menos natural no português brasileiro atual do que alternativas como “coloquei-a”, mas continua válida na escrita formal. | Depois de ler a carta, pus-la na gaveta. |
| pu-laIncorreta | Não existe na conjugação do verbo pôr; é forma não normativa neste contexto. |
Comparação rápida
pus-la
- Situação
- Correta
- Uso
- Forma normativa e gramaticalmente correta. É menos natural no português brasileiro atual do que alternativas como “coloquei-a”, mas continua válida na escrita formal.
- Exemplo
- Depois de ler a carta, pus-la na gaveta.
pu-la
- Situação
- Incorreta
- Uso
- Não existe na conjugação do verbo pôr; é forma não normativa neste contexto.
“Pus-la” é a forma correta na norma-padrão. Ela se forma com o pretérito perfeito de “pôr” na 1.ª pessoa do singular: “eu pus”, seguido do pronome oblíquo “a”, que vira “la” depois de verbo terminado em -s.
“Pu-la” não é forma do verbo “pôr”. Em português, a base verbal usada nessa construção é “pus”, não “pu”.
Pronúncia
pus-la: ['pus.la]
pu-la: ['pu.la]
pus-la: forma verbal com pronome enclítico
Uso: Forma normativa e gramaticalmente correta. É menos natural no português brasileiro atual do que alternativas como “coloquei-a”, mas continua válida na escrita formal.
Origem ou função: verbo pôr, 1.ª pessoa do singular do pretérito perfeito (“pus”) + pronome oblíquo átono “a”
coloquei-a; levei-a para um lugar; depositei-a
Sinônimos: coloquei-a, depositei-a.
Combinações frequentes: pus-la na gaveta; pus-la sobre a mesa; pus-la no armário.
Exemplos:
- Depois de ler a carta, pus-la na gaveta.
- Encontrei a chave e pus-la sobre a mesa.
Formação da forma correta
A forma correta parte de “eu pus”. Quando o pronome oblíquo “a” vem depois de uma forma verbal terminada em -s, ele passa a “la”: “pus” + “a” = “pus-la”.
Esse tipo de construção é gramatical, embora seja menos comum na escrita e na fala do português brasileiro contemporâneo do que paráfrases como “coloquei-a”.
Uso e naturalidade
“Pus-la” é correta, mas pode soar formal, literária ou pouco espontânea em muitos contextos do português brasileiro atual.
Em textos neutros, costuma ser mais natural reformular: “coloquei-a”, “deixei-a” ou “a pus”, conforme o verbo pretendido e o contexto.
Erros comuns
Não escreva assim: pu-la
Escreva assim: pus-la
A base correta é “pus”, do verbo pôr. A forma “pu” não existe nessa conjugação.
Neste contexto, não use: pus ela
Neste contexto, use: pus-la
Na norma-padrão escrita, a ênclise com “la” é a forma esperada; “pus ela” é coloquial.
Dica para não confundir: Se a base é “eu pus”, o pronome continua preso a esse -s: “pus-la”, nunca “pu-la”.
Teste seus conhecimentos
Questão 01
Gabarito: alternativa B). Correto. “Pus-la” resulta da forma verbal “pus” com o pronome “a” em ênclise.
Questão 02
Gabarito: alternativa D). Correto. A forma verbal válida é “pus”, não “pu”.
Comentários por alternativa:
- A) Incorreta. O problema não é apenas a posição do pronome.
- B) Incorreta. Não há essa forma legítima na conjugação padrão de pôr.
- C) Incorreta. Não se trata de mera informalidade.
- D) Correto. A forma verbal válida é “pus”, não “pu”.
- E) Incorreta. O gênero do objeto não cria a forma verbal “pu”.
Questão 03
Gabarito: alternativa A). Correto. “Coloquei-a na mesa” preserva o sentido e soa mais natural em muitos contextos.
Comentários por alternativa:
- A) Correto. “Coloquei-a na mesa” preserva o sentido e soa mais natural em muitos contextos.
- B) Incorreta. É gramatical, mas não é a reformulação mais natural pedida.
- C) Incorreta. A forma é inexistente.
- D) Incorreta. Não corresponde à forma pedida no enunciado.
- E) Incorreta. Falta a construção correta com hífen e base verbal válida.
Comentários por alternativa: