Curso de Finanças: já está na hora de existir um no Brasil

Quando uma pessoa exerce qualquer tipo de atividade remunerada, é necessário domínio sobre o que está sendo feito. Seja na prestação de algum serviço, execução de comandos, construção de objetos, entre outras tantas funções, é crucial saber o que é e como deve ser feito. Ter uma graduação ou especialização no ramo é ainda mais importante.

O mercado financeiro, por exemplo, é um ambiente complexo, cercado de termos, técnicas, significados e outros detalhes que dificultam o conhecimento aprofundado sobre o assunto. Então, mesmo um indivíduo que apresente habilidades com cálculos, estratégias e tenha interesse em trabalhar com finanças, o esperado é que ele busque por especializações.

Dessa forma, ele desenvolve suas competências, aperfeiçoa o que precisa, aprende o que não sabe, além de ganhar credibilidade na hora de atuar no mercado de trabalho. Mas, neste caso, a brasileiro interessado em trabalhar com finanças não tem uma graduação específica disponível. Isso porque, até hoje, não há nenhum curso que forma financistas no Brasil.

O que é um financista?

Antes de tudo, a compreensão do que é um financista é necessária. De acordo com o dicionário de termos financeiros e bancários, ele é a pessoa que compreende sobre finanças ou realiza operações com capital relevante.

A partir dessa definição, é perceptível que essa profissão demanda muita responsabilidade. Afinal, lidar com uma quantidade elevada de dinheiro requer seriedade, quando ele pertence a outras pessoas ou empresas, exige ainda mais.

O que faz um financista?

O financista é um profissional indispensável para as operações de qualquer companhia. Ele contribui estrategicamente par a preservar a saúde e desenvolvimento das finanças de um negócio. Além disso, ele possui um leque de responsabilidades. Ou seja, cuida do planejamento das finanças da empresa, administra a equipe e organiza, capta e aplica os recursos dela.

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Ainda nas atribuições deste profissional, está a prestação de contas para a liderança da organização em que trabalha e assistência na tomada de decisões da mesma. Outro ponto importante, é que o profissional analisa demonstrativos contábeis e de créditos. Somado a isso, faz as devidas avaliações sobre a manutenção dos recursos e acompanhamento do fluxo de caixa e faturamentos.

Onde o mercado financeiro entra nisso?

Anteriormente, mencionamos sobre a responsabilidade que o financista tem na tomada de decisões da empresa. Nesse aspecto, ele atua trazendo estratégias para o desenvolvimento da companhia e melhoria no processo da mesma, criando cada vez mais valor para os acionistas.

Para isso, ele precisa ter uma análise do mercado financeiro bem ampla. Isto é, estar por dentro dos comportamentos da Bolsa de Valores, dos acontecimentos econômicos do país e do mundo e nas oscilações dos ativos da companhia que ele representa. Por isso, é fundamental que este profissional, durante a sua formação, tenha acesso a conteúdos específicos e aprofundados sobre o mercado financeiro.

Como se tornar um financista?

É aqui que se encontra o X da questão, isso porque ainda não existe uma graduação específica em finanças no Brasil. Sendo assim, quando uma pessoa tem interesse em se tornar financista, ela recorre a cursos como economia, administração financeira, ciências contábeis ou matemática.

Mas, ainda que formem um profissional apto para trabalhar como gestor de finanças ou funções semelhantes, ele não terá todas os conteúdos necessários, que um curso focado nesta atuação, teria. E, esse é um processo relativamente simples de entender: imagine uma pessoa formada no curso de bacharel de geografia. Para dar aula, ela precisa de uma complementação, ou seja, cursar a licenciatura.

O motivo está nas disciplinas integradas nesta habilitação. Afinal, a licenciatura trabalha com técnicas acadêmicas, que prepara o profissional para atuar dentro de uma sala de aula, repassando os conteúdos que aprendeu. Já no bacharel, ele não tem acesso a esses tópicos.

O sentido acaba sendo o mesmo quando um indivíduo faz matemática com a intenção de ser um financista, por exemplo. Ou seja, ele não conclui a graduação preparado para atuar com todas as atribuições que envolvem o universo deste profissional. E o mesmo acontece se ele fizer economia, ciências contábeis, administração financeira ou outra graduação, pois sempre haverá uma carência de informações.

Por fim, com o interesse cada vez maior por ambientes como o do mercado financeiro, existe uma grande necessidade por profissionais preparados para trabalhar com finanças. Tudo isso da maneira mais aprofundada e embasada possível. A criação de uma graduação específica para a profissão de financista só facilitaria a vida de quem quer se profissionalizar, de forma aperfeiçoada, neste assunto.

Este artigo foi produzido em parceria com Dificio © – seu dicionário de finanças, investimentos e contabilidade.

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